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Carros Autónomos: Inteligência artificial sobre rodas

Tecnologia

Cascais inova em soluções de mobilidade urbana

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Há muito tempo que o universo da ficção idealiza cidades povoadas por carros autónomos e inteligentes. De facto, esta é uma realidade que está mais próxima do que nunca e é bem provável que um dia destes se cruze com um veículo sem condutor numa estrada perto de si. Se costuma passar pela zona de Cascais, isso pode acontecer hoje mesmo.

 

 

O primeiro veículo autónomo em Portugal 

 

“Cascais abriu caminho” - é esta a frase inscrita no primeiro veículo 100% autónomo a circular em Portugal, apresentado durante o World Shopper Conference Iberian 2019, em Carcavelos. Para Rui Rei, presidente do Conselho de Administração da Cascais Próxima, este investimento é uma importante “peça do laboratório vivo que a cidade é”.

 

Para já, este autocarro sem condutor está em fase de teste, fazendo um percurso de 700 metros entre a Nova SBE e a praia. Numa segunda fase, o veículo, que tem capacidade para 16 pessoas, fará carreiras regulares entre o campus universitário e a estação de Carcavelos. 

 

Os projetos não vão ficar por aqui. Segundo Rui Rei, “a Câmara Municipal equaciona utilizar estes veículos em muitos locais, mas primeiro é preciso perceber como é que interagem com a via pública”.

 

 

A Inteligência Artificial ao volante

 

Este exemplo deixa antever um futuro em que o controlo e segurança dos carros deixará de depender da ação do condutor. Isto será possível graças à Inteligência Artificial (IA) - a capacidade de uma máquina para pensar, aprender, tomar decisões e, no fundo, mimetizar a cognição humana. 

 

Os carros autónomos são equipados com um conjunto de radares, câmeras e sensores ultra-sónicos que lhes permitem gerar uma enorme quantidade de dados auto. O processamento e interpretação destes inputs, viabilizados pela IA, permitem aos veículos ver, ouvir, pensar e tomar decisões, à semelhança de um condutor humano. Assim, esta tecnologia possibilita que o veículo defina, autonomamente, rotas e manobras de condução ajustadas à informação sensorial recebida relativamente a objetos como sinais de trânsito, outras viaturas ou peões.

 

De acordo com Ricardo Oliveira, fundador e CEO do World Shopper, “a IA e todas as tecnologias que facilitem a transmissão de dados são fundamentais para o desenvolvimento destes veículos que, antes de tudo, são computadores sobre rodas”. O especialista afirma que estes carros geram cerca de 5.100 TB de informação num ano, sendo que o “processamento rápido e eficiente destes dados é um dos maiores desafios para o desenvolvimento massivo dos veículos de condução autónoma dos níveis 4 e 5”. No caso do nível 5, o último patamar da tabela, os carros não têm volante nem pedais e estão aptos a circular em todas as condições.

 

 

Vídeo Honda ADAS (Advanced Driver Assist System):

 

 

Sem pedais: dois pés no futuro

 

O presidente da Cascais Próxima frisa que a experiência pioneira do município é apenas “o início de uma transformação na mobilidade urbana que ocorrerá nos próximos 10 anos”. Este poderá ser um investimento decisivo no futuro, atendendo ao leque de vantagens associadas aos carros autónomos:

 

  • Diminuição dos acidentes: em 2018, registaram-se 139 mil acidentes em Portugal - um número que aumenta desde 2012 de forma preocupante. Ao afastar de vez a possibilidade de erro humano, os autónomos tornarão as estradas mais seguras. 

 

  • Otimização da rota: os carros autónomos conectam-se com os demais veículos e as infraestruturas de gestão do trânsito para receberem informação que permita definir a melhor rota em tempo real.

 

  • Redução do consumo: estes veículos consomem menos energia e são, por isso, mais ecológicos. 

 

Segundo Ricardo Oliveira, “dificilmente veremos, nas próximas três décadas, as cidades ocupadas por veículos autónomos de nível 5”. Ainda assim, assegura que nos próximos anos assistiremos a uma crescente difusão dos Sistemas Avançados de Apoio à Condução (ADAS), “com a proliferação de sistemas de nível 2 e 3 em todos os segmentos do mercado automóvel”. Ou seja, carros que são capazes de, sem intervenção humana, acelerar, desacelerar, contornar obstáculos, ultrapassar outros veículos ou traçar novas rotas para evitar congestionamentos.

 

 

Tecnologia . 15 jul. 2019

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